
Deus sussurrou ao meu ouvido,
não em línguas estranhas,
mas de forma muito clara,
em ondas sedutoras de uma balada sexy,
feito uma língua flamejante percorrendo-me a alma.
“Pobre é o homem cujos prazeres
dependem da permissão alheia”
foi o que meu Deus-Diabo-Mulher
Me disse.
Foi um disparo súbito no cerne
do meu ser,
Uma iluminação erógena, displicente,
Inconsequente.
Uma revolução íntima muito
além da trivial autoafirmação,
o nascimento de uma consciência universal,
abrangente, pornográfica e sagrada:
o que te constrange
me diverte;
o que te choca
me excita;
o que te enoja
sou Eu,
minha própria divindade,
instrumento do sexo e da palavra.
2011.06.02
*Foto retirada do SEX Book, e editada por MW.